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| Destaque |  | | Kafka: Desiste! E Outras Histórias | | Peter Kuper (argumento e desenho) |  |  |  | Sinopse [prefácio de Jules Feiffer] Kuper? Kafka? Kuper interpreta Kafka? Precisamos disso? Kafka? Kuper? A Dupla de Sonho? Será mesmo uma boa ideia? Especialmente para aqueles de nós que detestam o princípio dos Classics Illustrated -- o elevar da imagem da arte da banda desenhada pelo cruzamento com significativos pesos-pesados culturais!? A ficção -- isto é, a grande ficção -- é escrita sagrada. Ela comove, acarinha, ameaça, inspira e, na sua vertente mais transcendente, actua sobre nós como um sempre melhorado substituto da vida. Ela consegue, se nós a escutarmos, alertar-nos e modificar-nos. O livro certo na idade certa é melhor terapeuta que um psiquiatra. "Ilustrar de forma clássica" e por inteiro Melville, Tolstoi ou Dostoyevsky não os torna acessíveis, mas sim mudos, silenciosos. Subverte a intenção do autor, que é comprometer-se numa apaixonada conspiração com o leitor, num acto privado que se desenvolve através de duplos monólogos. Nas nossas cabeças, respondemos aos livros que falam connosco. Mas acrescentem-se imagens e painéis e balões ao texto, e é traído o segredo da comunhão que dá o seu poder à ficção. A troca acontece com as imagens paradas da TV. E ninguém responde à Televisão, excepto para lhe gritar. Neste volume, Kuper não faz o que eu detesto, mas sim o que eu adoro. Jazz. Este livro é uma série de solos, de improvisos visuais representados em pequenas cenas pelo velho mestre. E torna-se um divertido e mesmo desafiador acto perigoso, onde a estóica euro-alienação de Kafka se encontra e funde com a rigorosa alienação do rock?n?roll americano de Kuper. A nossa alienação (a americana) é mais barulhenta, mais rouca do que a deles. Nós os americanos esperamos ser vencedores, mesmo quando perdemos, por isso gritámos. Os Europeus da Europa Central esperam perder, por isso encolhem os ombros. Nestas páginas, Kuper dá-nos o encolher de ombros que grita. E resulta. Como Bird a interpretar "Embraceable You", poderá não ser Gershwin, mas é arte. E eu, por exemplo, respondo-lhe. Em co-edição com as Edições Devir. |  | Data de Publicação Maio 2003 |  | Formato Brochado; 17x23cm | Número de Páginas 68 | Impressão Preto e Branco |  | ISBN/ISSN 972-8576-09-9 | | Código de Barras 9789728576097 |
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